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Grupos culturais combatem dificuldades

SEDE DA ARCUM EM RUÍNAS: DEGRADAÇÃO E FALTA DE APOIOS AMEAÇAM ASSOCIAÇÃO

A Associação Recreativa e Cultural da Universidade do Minho (ARCUM) enfrenta inúmeras dificuldades, mas Afonso Silva mantém-se confiante para este mandato, que teve início em janeiro.

A restauração da sede da associação, gravemente danificada, está entre as suas prioridades.

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    Afonso Silva, que lidera a ARCUM pelo segundo mandato, afirma que o principal obstáculo que a associação enfrenta atualmente é a degradação das infraestruturas da sede. As suas salas, que sofrem inundações constantes, estão corroídas pela humidade e pelo bolor, prejudicando a saúde e o bem-estar dos membros da associação. Inclusive, não há uma única casa de banho disponível para os membros dos sete grupos culturais que partilham o espaço semanalmente.
 

    O integrante da Tuna Universitária do Minho confessa que, apesar de se fazerem pequenas reparações todos os anos, a falta de fundos financeiros não lhes permite renovar completamente todas as instalações. “Não chega para tudo, fazer obras não é algo que tenhamos possibilidade neste momento”, afirma Afonso.
 

    A acrescentar, há apenas quatro salas disponíveis para os sete grupos ativos na ARCUM. Como causa disso, estes grupos possuem um ecossistema de horários de ensaios muito frágil. Na necessidade de um grupo ensaiar horas extra, é preciso “mover mundos e fundos para que aconteça”, refere o tuno.
 

    A ARCUM recebe apoios por parte dos SASUM - Serviços de Ação Social da Universidade do Minho - e do Município de Braga. A AAUM - Associação Académica da Universidade do Minho - fornecia, também, um apoio, materializado na disponibilização de autocarros e na garantia da barraca da ARCUM nas festividades do Enterro da Gata. Afonso Silva revela que “em 2023 a torneira fechou”, dado o aperto económico pelo qual a AAUM atravessa. 
 

    Ainda assim, o dirigente garante a sustentabilidade e a prosperidade da associação e realça a importância da ARCUM na representação da cultura académica do Minho. Nas suas palavras, “nós somos efetivamente únicos e diferentes naquilo que fazemos, porque não são só arraiais e cerveja, também temos muita cultura e fazemos sempre questão de a representar quando envergamos o traje da academia minhota”.

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